Projeto Rés no Chão

Já foi falado aqui no blog sobre os movimentos de ocupação que estão acontecendo no mundo. Hoje vou falar sobre um projeto de ocupação que está acontecendo em Lisboa, o projeto Rés no Chão, criado por quatro arquitetas que pretendem reabilitar pisos térreos desocupados pela cidade.

A iniciativa surgiu devido a um problema crescente na cidade de Lisboa: a grande desapropriação de pisos térreos comerciais urbanos. Essa diminuição no comércio da rua gera muitos efeitos negativos, como a desertificação das ruas, o aumento da insegurança, a depredação dos patrimônios edificados, entre outros. 

O projeto incentiva e permite o diálogo entre proprietários e arrendatários desses pisos desocupados, com o intuito de ocupá-los novamente, apoiando também formas não convencionais de ocupação dos pisos térreos comerciais, promovendo a diversidade de ocupações.

O que o projeto propõe?

Relacionar proprietários e arrendatários, disponibilizando informações necessárias para ambas as partes;
Reabilitar pisos térreos comerciais desocupados;
Promover modelos de arrendamento de curta duração e de espaços partilhados, tais como: co-working, lojas pop-up, aulas, debates, exposições, entre outros;
Gerir a rotatividade das atividades destes pisos térreos;
Dinamizar os pisos térreos arrendados, através da divulgação e publicidade das atividades dos seus arrendatários e da criação de eventos em rede;
Divulgar a importância e vantagens da ocupação dos pisos térreos comerciais, construindo um diálogo entre agentes públicos e privados. 

Trecho tirado do site Rés no Chão.


Muito bacana a iniciativa dessas arquitetas! Não queremos que as cidades "morram", então essas iniciativas de ocupação, seja por habitação popular ou atividades diversas, ajudam no crescimento de uma cidade mais humanizada e melhoram a qualidade de vida para todos!

"Quando os pisos térreos da cidade estão abertos ao público, a vida da cidade é reforçada. As aividades enriquecem-se umas às outras, a riqueza das experiências aumenta, passear torna-se mais seguro e as distâncias parecem menores(…)" Jean Gehl, Cidade para Pessoas.


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