5 fatos: estudando em Madri




Já estou em Madri há seis meses e posso dizer que finalmente me acostumei a conviver com espanhois. Mas custei, viu? A diferença com os brasileiros é gritante, às vezes. Me inspirei num post do Tudo Orna pra contar pra vocês um pouco da minha experiência estudando arquitetura na Espanha.

1. Individualidade. Aqui, parece que todo mundo é concorrente. As pessoas não estão dispostas a te ajudar (nem mesmo se você é um pobre intercambista perdido), parece que têm medo de que você roube a vaga deles em algum emprego, sabe? É uma coisa que sinto falta no Brasil - todo mundo é colega, todo mundo se ajuda. Mas claro, toda regra tem exceção e deu pra conhecer uns espanhois mais legais.

2. Todo mundo é mais exigente. Professores e alunos. Alguns professores esperam que você leve sempre algo a mais do que eles pediram, enquanto alguns alunos fazem questão de levar esse algo a mais. Além disso, ninguém dorme na aula aqui. Gente, é chocante. Todo mundo anota freneticamente durante a aula inteira, fazem maquetes gigantescas (e eu nunca tinha nem pegado num estilete direito, sofri), ficam caladinhos a aula inteira.

3. Diversidade de matérias. Aqui em Madri, finalmente, tive a chance de aprender mais sobre arquitetura ecológica com vários focos diferentes. Além disso, dá pra estudar, de um jeito aprofundado, arquitetura têxtil (o famoso toldo), arquitetura espanhola popular, arquitetura gótica, aprender a conversar com clientes... É tanta coisa que fiquei perdida na hora de montar um horário.

4. Os horários são meio doidos. O almoço aqui só começa a ser servido às 13h, mas ninguém come antes das 14h. A verdade é que o dia todo é meio atrasado - a aula começa às 8h20 (enquanto no Brasil sempre comecei às 7h30), o almoço atrasa, o jantar é só umas 22h... Bagunçou minha rotina! Em compensação, as lojas ficam abertas até tarde e dá pra fazer umas comprinhas pós expediente.

5. Não tem prova. Sei que isso é uma coisa comum nos cursos de arquitetura, mas aqui na minha universidade isso é ainda mais forte. Até mesmo as matérias teóricas tem só uma provinha no final do semestre, o resto é trabalho, trabalho, trabalho. Acho até que aprendo melhor assim, mas tá difícil administrar o tempo.

Tá de intercâmbio? Me conta alguma coisa sobre sua universidade!

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